

E se ela tivesse escolha, tivesse de escolher qual o último som para escutar, escolheria o seu riso, com certeza. Se tivesse de escolher com qual olhar cruzar o dela, antes de nada mais enxergar, seria o seu o que ela escolheria. Ela pediria como último desejo, um abraço, ou um beijo, o que lhe coubesse dar. E o sentira como o último, como verdadeiramente seria. E a única verdade que lhe caberia, seria o amor que sem perceber, deu a ela. Ela pediria um último cigarro costumeiro, vício não admitido -não para você. Ela passaria seus últimos minutos pensando em você, e em tudo que você transmitiu de bom em sua vida, e ela não soube retribuir, ou ao menos, admitir para você. Esse na verdade, sempre foi um de seus defeitos, não admitir nada, nada de vícios, nada de desconfianças, ou inseguranças. Ela te contaria o provável medo de não mais existir, e te diria, que o único problema de nãoestar mais aqui, seria não estar com você, nunca mais. E esse sim, seria o seu fim.