quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Lembrar

Olha, me desculpa, mas eu não tô aqui pra fazer você manter o controle da mente. Eu quero te descontrolar, porque eu sou adepta ao amor, a loucura, ao extremo e insano amor de verdade. Eu quero te aproveitar e amar até o último fio de cabelo do seu corpo, eu quero te curtir inteiro. Tô ansiosa pra te ver chegar, caminhar na minha direção, dar um sorrisinho de canto de boca, me abraçar e me beijar no meio de todo mundo, de novo. Quero caminhar com você pela rua, rir da sua cara, rir das suas graças, rir pra você e por você. A gente tinha aquela intimidade que só casal que se ama de verdade tem, e eu te perguntava “meu bigode tá aparecendo?” e você ria, lembra? Eu sei que sim, porque tudo em você era lindo pra mim e tudo em mim, pra você, também era lindo. E a gente se completava assim. Tô ansiosa pra deitar contigo no colchão inflável barulhento no meio da sala outra vez e fingir que a gente tá assistindo qualquer filme, quando na verdade tá conversando, amando e sendo feliz. Já tô com saudade de te ver com a roupa do meu pai, com o teu all star lindo que só eu sei adorar. Quero te deixar bravo, depois reconciliar e fazer o seu Nescafé na caneca de elefantinho. Quero ir na tua casa, sentar no sofá da sua sala e assistir a leilões de vacas como a gente fazia. Esperar você colocar minha comida no prato, comer olhando pra você, depois deitar no colchonete da sala e dormir abraçados. Pode ser que o que mantem a gente assim, separado, seja para sempre. Mas o futuro também pode ser bom, por que não? E a gente pode se encontra de novo. Faz como eu nesse texto, esqueço das vírgulas da vida, da gramática e torno a vida um texto gostoso de ler, simples de viver. Para de fazer o que você não tem vontade e aproveita. Eu tô te amando mesmo morta de saudade, morta de raiva. Mesmo sabendo que não ter mais tudo isso é culpa sua. Mas eu tô aqui, te amando, cheia de dor. Tô te amando mesmo sabendo de tudo que você fez, tô até te perdoando, talvez. Não demora, eu tô te amando, amor. (Querido leitor, esse texto foi inspirado sim, em alguém. Porém, não passa de passado. Resolvi postar pelo simples fato de achar que alguém pode querer ler isso.)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Último, sobre o Primeiro

É-me comum escrever sobre o amor, sobre o quanto a vida pode ser otimista, bonita, fácil, delicada e gentil. Como pessoas especiais aparecem em nossas vidas e com elas, trazem coisas boas. Perdoe-me, leitor do meu singelo, pequeno e mofado coração, caso enganei-te alguma vez sobre o quanto tudo pode ser absolutamente fácil. Perdoe-me também, por fazer essa confissão: A vida é mais difícil do que aparenta - e eu bem sei o quanto a vida tem cara de má-. Começo te desiludindo sobre o first love. O grande, famoso, vistoso e bonito Primeiro Amor; esse que só se identifica com o adjetivo GRANDE; grande amor, grandes decepções, grandes dores, grandes dramas, grandes sentimentos puros desperdiçados, grandes perdas, grandes aprendizados. Não é de todo, mal, o primeiro amor. Enquanto ele vigora, brilha, é recíproco, feliz e gracioso; enquanto ele ainda tem "graça", o primeiro amor é lindo. Mas quando os interesses já não são os mesmos, quando as emoções não são lá tão fortes, quando o Outro já não interessa... Isso tudo se torna nada. Exatamente isso; nada. E você sabe, o amor é melhor quando é “a dois”. Decepcionei-te, leitor das minhas angústias e desilusões? Perdoe-me por não passar a ilusão de que o amor é perfeito. Perdoe-me por não te animar. Aceito ofertas de palavras confortantes e carinhosas, essas estão em falta no meu vocabulário. Eu só precisava contar... Para mim mesma e para você, você mesmo, que nada vale um amor. Quero dizer, o amor é algo grande mesmo, importante mesmo, sagrado mesmo, puro mesmo, maior do que a LÓGICA e a RACIONALIDADE. E quando você tenta vê-lo pensando em ser racional, ele desaparece dos olhos. Amor não se vê com as mãos, não se toca com o pensamento, não se come, não se limpa, lustra, arruma. O amor existe, mas só é sentido, entende? Amor acaba se não cuidar. E quando falta a um dos dois o amor, ao outro sobra amor ferido, amor DECEPCIONADO, saudade, angústia, tristeza e poucas forças. Sobra o pior do amor. Não o julgo, leitor, se não acreditar no que te digo, mas você, você mesmo, não merece o amor, o MEU amor, se não acreditar. Perdoe-me, primeiro amor, por não fazer você viver para sempre, sinto uma dor imensa em dizer, que Esse é o último sobre você. Ah! Queria eu ter poderes, meu amor.