quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fase boa

Juro que eu to numa boa. Tá tudo tão bem, tão descontraído, fácil, simples. Tá gostoso de acordar às 6h da matina – nem reclamo. O dia tá bom quando tá frio, quando tá calor, quando tá sol ou chovendo. Acordo, e minha única preocupação é; será que o chá de menta acabou? Sem preocupações absurdas, sem pressão, tá tudo assim; tranqüilo. Eu to em paz, to curtindo, to dançando, to deixando a vida me levar. E ela tá me levando, e eu to gostando. To adorando.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Toda, tudo, todo

Devora-me toda, tudo, todo, completamente, eu. E não me incomoda saber o quanto você me invade, o quanto me torno tão sua, o quanto te quero tão meu. Sinto-te tanto em mim, e não me preocupo, só te adoro.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Você

E de repente, você me invade os pensamentos. E o teu cheiro toma conta de mim. Posso eu negar o efeito que tens sobre meu ser? Então toma-me pela mão e leva-me para dentro de si. Torno-me você, e você sou eu.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

B.

Doce é a espera para te ver todos os dias. E ouvir a tua voz meiga, curtir o teu sorriso iluminado e acompanhar os teus passos lentos pela rua. Quando você está lá, eu peço a Deus que o caminho para que a condução chegue, seja infinitamente longo, que o relógio pare e nunca mais saia dali. Para que assim, você permaneça me envolvendo nos teus braços por toda a eternidade. Eu fico ali apenas e tão somente para ter o teu sorriso. E a ansiedade para viver com você o resto dos meus dias, é muita. Sinto-me tão livre com você; e confortável, e feliz. Você me resolve. E eu te amo.

sábado, 24 de março de 2012

Vem

Quero alguém que me resolva, me decifre. Vejo-me como um código, como uma matriz, uma incógnita. E tudo o que preciso, é de alguém que me contabilize, me descubra, me encontre. Arremate-me e arrebate. Que venha simples, claro, insípido, seguro de si e de mim. Quero muito? Quero tudo, todo, ele inteiro, de corpo – e muito-, alma e coração. Fica tranqüilo, cara. Que o que te aguarda em mim é lindo, te garanto. Não me dou pela metade, já aviso. Sou inteira, e se me levar para casa, para a vida, vou completa. Não queira deixar meus defeitos para trás. Cara, me leva que eu te levo, te prometo uma realidade inimaginada. Vem.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Lembrar

Olha, me desculpa, mas eu não tô aqui pra fazer você manter o controle da mente. Eu quero te descontrolar, porque eu sou adepta ao amor, a loucura, ao extremo e insano amor de verdade. Eu quero te aproveitar e amar até o último fio de cabelo do seu corpo, eu quero te curtir inteiro. Tô ansiosa pra te ver chegar, caminhar na minha direção, dar um sorrisinho de canto de boca, me abraçar e me beijar no meio de todo mundo, de novo. Quero caminhar com você pela rua, rir da sua cara, rir das suas graças, rir pra você e por você. A gente tinha aquela intimidade que só casal que se ama de verdade tem, e eu te perguntava “meu bigode tá aparecendo?” e você ria, lembra? Eu sei que sim, porque tudo em você era lindo pra mim e tudo em mim, pra você, também era lindo. E a gente se completava assim. Tô ansiosa pra deitar contigo no colchão inflável barulhento no meio da sala outra vez e fingir que a gente tá assistindo qualquer filme, quando na verdade tá conversando, amando e sendo feliz. Já tô com saudade de te ver com a roupa do meu pai, com o teu all star lindo que só eu sei adorar. Quero te deixar bravo, depois reconciliar e fazer o seu Nescafé na caneca de elefantinho. Quero ir na tua casa, sentar no sofá da sua sala e assistir a leilões de vacas como a gente fazia. Esperar você colocar minha comida no prato, comer olhando pra você, depois deitar no colchonete da sala e dormir abraçados. Pode ser que o que mantem a gente assim, separado, seja para sempre. Mas o futuro também pode ser bom, por que não? E a gente pode se encontra de novo. Faz como eu nesse texto, esqueço das vírgulas da vida, da gramática e torno a vida um texto gostoso de ler, simples de viver. Para de fazer o que você não tem vontade e aproveita. Eu tô te amando mesmo morta de saudade, morta de raiva. Mesmo sabendo que não ter mais tudo isso é culpa sua. Mas eu tô aqui, te amando, cheia de dor. Tô te amando mesmo sabendo de tudo que você fez, tô até te perdoando, talvez. Não demora, eu tô te amando, amor. (Querido leitor, esse texto foi inspirado sim, em alguém. Porém, não passa de passado. Resolvi postar pelo simples fato de achar que alguém pode querer ler isso.)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Último, sobre o Primeiro

É-me comum escrever sobre o amor, sobre o quanto a vida pode ser otimista, bonita, fácil, delicada e gentil. Como pessoas especiais aparecem em nossas vidas e com elas, trazem coisas boas. Perdoe-me, leitor do meu singelo, pequeno e mofado coração, caso enganei-te alguma vez sobre o quanto tudo pode ser absolutamente fácil. Perdoe-me também, por fazer essa confissão: A vida é mais difícil do que aparenta - e eu bem sei o quanto a vida tem cara de má-. Começo te desiludindo sobre o first love. O grande, famoso, vistoso e bonito Primeiro Amor; esse que só se identifica com o adjetivo GRANDE; grande amor, grandes decepções, grandes dores, grandes dramas, grandes sentimentos puros desperdiçados, grandes perdas, grandes aprendizados. Não é de todo, mal, o primeiro amor. Enquanto ele vigora, brilha, é recíproco, feliz e gracioso; enquanto ele ainda tem "graça", o primeiro amor é lindo. Mas quando os interesses já não são os mesmos, quando as emoções não são lá tão fortes, quando o Outro já não interessa... Isso tudo se torna nada. Exatamente isso; nada. E você sabe, o amor é melhor quando é “a dois”. Decepcionei-te, leitor das minhas angústias e desilusões? Perdoe-me por não passar a ilusão de que o amor é perfeito. Perdoe-me por não te animar. Aceito ofertas de palavras confortantes e carinhosas, essas estão em falta no meu vocabulário. Eu só precisava contar... Para mim mesma e para você, você mesmo, que nada vale um amor. Quero dizer, o amor é algo grande mesmo, importante mesmo, sagrado mesmo, puro mesmo, maior do que a LÓGICA e a RACIONALIDADE. E quando você tenta vê-lo pensando em ser racional, ele desaparece dos olhos. Amor não se vê com as mãos, não se toca com o pensamento, não se come, não se limpa, lustra, arruma. O amor existe, mas só é sentido, entende? Amor acaba se não cuidar. E quando falta a um dos dois o amor, ao outro sobra amor ferido, amor DECEPCIONADO, saudade, angústia, tristeza e poucas forças. Sobra o pior do amor. Não o julgo, leitor, se não acreditar no que te digo, mas você, você mesmo, não merece o amor, o MEU amor, se não acreditar. Perdoe-me, primeiro amor, por não fazer você viver para sempre, sinto uma dor imensa em dizer, que Esse é o último sobre você. Ah! Queria eu ter poderes, meu amor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

O alguém

Ela, que nunca se contentou com o pouco de tudo que as pessoas a sua volta tinham para dar, saiu numa aventura arriscada pela vida, a procura da pessoa diferente, do príncipe que não precisava sair de um livro, buscá-la a cavalo e matar o dragão. A procura da sua metade da laranja, da pessoa para deitar no travesseiro ao seu lado. E quem deitasse ali, não precisava lhe oferecer um castelo ou uma promissão de “para sempre”. O que ela desejava definitivamente não se parecia com a eternidade. Queria as flores e os amores que o alguém poderia lhe dar, as conversas jogadas ás horas na mesa de um bar, dias divertidos e iluminados pelo riso do alguém. Ela queria o amor cru, o amor que estava longe das ilusões e capas que nele colocavam. Nesse alguém, ela procurava o incomum, que seria simplesmente estar liberto das fantasias e utopias que o mundo os fazia acreditar. Queria alguém de humor constante, poderia sim ter dias tristes, ela o ajudaria, mas queria alguém de bom humor logo que acordasse. Ela procurava no alguém, o segredo da felicidade. E não o queria dado de graça, queria aprender a ser feliz a cada dia, junto ao alguém. Angustia-me, de certa forma, saber que ela ainda o buscará por muito tempo.