sábado, 28 de janeiro de 2012

O alguém

Ela, que nunca se contentou com o pouco de tudo que as pessoas a sua volta tinham para dar, saiu numa aventura arriscada pela vida, a procura da pessoa diferente, do príncipe que não precisava sair de um livro, buscá-la a cavalo e matar o dragão. A procura da sua metade da laranja, da pessoa para deitar no travesseiro ao seu lado. E quem deitasse ali, não precisava lhe oferecer um castelo ou uma promissão de “para sempre”. O que ela desejava definitivamente não se parecia com a eternidade. Queria as flores e os amores que o alguém poderia lhe dar, as conversas jogadas ás horas na mesa de um bar, dias divertidos e iluminados pelo riso do alguém. Ela queria o amor cru, o amor que estava longe das ilusões e capas que nele colocavam. Nesse alguém, ela procurava o incomum, que seria simplesmente estar liberto das fantasias e utopias que o mundo os fazia acreditar. Queria alguém de humor constante, poderia sim ter dias tristes, ela o ajudaria, mas queria alguém de bom humor logo que acordasse. Ela procurava no alguém, o segredo da felicidade. E não o queria dado de graça, queria aprender a ser feliz a cada dia, junto ao alguém. Angustia-me, de certa forma, saber que ela ainda o buscará por muito tempo.