terça-feira, 31 de agosto de 2010

Descubro


E então eu descubro que a cada briga por qualquer motivo que for, já não é o bastante para desistir. Que três segundos de raiva, me faz perceber que mesmo assim, ainda te amo como sempre.
A gente começa a perceber e descobrir que, quem está do nosso lado, tem motivo para estar do nosso lado. E que amor não dá em pé de fruta, mas tem que cultivar também. Que às vezes a gente nem merece toda essa felicidade que a outra pessoa te trás, mas mesmo não merecendo, ela ainda sim quer te fazer feliz. E a gente se pega chorando, escrevendo uns textos bobos assim, só por começar a refletir enquanto escreve, sobre o tamanho do amor que temos em nossas mãos. E a gente luta contra sem perceber, faz de tudo o errado com medo do que AMOR significa, e fica egoísta, ciumento, possessivo, por ter medo de perder o que a gente nem tem noção de quanto vale.
E me dá aquela falta de ar, aquele arrepio, aquela vontade de chorar um pouco- de felicidade- , de falar , de gritar. E ai eu penso, “Que esse beijo dure pela eternidade, por que eu só preciso de você, até para sempre ”.

domingo, 29 de agosto de 2010

Dom e sorriso


Eu sei lá, ser bom deve ser algum dom, alguma coisa do céu, alguma mágica real, alguma força maior do que tudo isso que a gente vê por ai. Essa gente feia, mal encarada, mal educada de coração, que não liga para o sorriso de ninguém. Mas ser bom, ah... Eu admiro quem é bom, por que só é bom, bom de coração alguém que é forte, que tem coragem. Bom mesmo é ver um monte de sorriso por aí.
Ás vezes eu penso que conviver com essa gente boa do meu lado, é melhor do que eu mereço, mas me inspira cada dia mais.
A gente sente um pouco de medo, mas não dói...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Desejo, meu amor


E se o tempo causar um vazio dentro aqui, desejo que a dor seja tão forte a ponto de preencher. Que fique qualquer lembrança se o nosso “para sempre” tiver fim. Eu desejo tudo em dobro, tudo que foi bom, ruim, todo o sofrimento e a alegria. E se, quando eu não mais estiver nas tuas manhãs, nos teus olhos, no teu coração ou alma, que haja uma nova esperança em me encontrar. Que eu fique apenas uma eternidade a te esperar se preciso, mas que um dia com você seja o remédio para essa eternidade solitária e mal curada que eu passar.
E que meus olhos sigam o seu caminho onde for, com quem for. E que meu coração siga ao lado do teu por tudo que enfrentar. E que ainda tenha um pedaço de mim quando resolver voltar. Desejo todos os dias que me deseje, que valorize, que compreenda, que não precise de outro alguém, que se acostume, que me acostume com você, que faça o certo, que me faça ser certa, que me faça pensar 120 vezes antes de te deixar, que pense 120 vezes antes de achar que não precisa mais de mim. Desejo todos os dias que te deseje mais e mais, que o amor cresça ,que seja eterno enquanto dure, que dure toda a eternidade que vivermos. Desejo parar de desejar, e só ver você em tudo que eu tiver, em tudo que for meu, dentro e fora de mim. Desejo você todos os dias, com qualquer dor que possa me causar, com quantas lagrimas me faça derrubar. E que me ame todo dia mais, por todos os defeitos que tenho, por todas as preocupações que não me preocupo, por todo sorriso que disfarço ou não dou, por toda a atenção que você não percebe receber. Que saiba como meu coração triste fica feliz com você. E que não o entristeça mais uma vez.
E se o seu olhar encontrasse somente o meu?

sábado, 21 de agosto de 2010

Sem fim


Eu sinto como se isso já estivesse dentro de mim a anos. E que agora, com a libertação desse sentimento, nada mais pudesse dar errado. Mas é tão difícil amar, e é muito mais difícil manter tudo sempre equilibrado.
Procurava algo real, algum motivo de verdade, um amor desses tristes, felizes, gostosos e amargos. E procurava crescer com alguém, estar com alguém, viver por alguém , sabendo que nesse alguém existia o mesmo sentimento que vibrava em mim. Eu consegui tudo que sempre quis, consegui minha paz interior, pelo menos um terço dela. E já me contento com isso.
Fiz planos, e ainda acredito em todos eles, e não me importo com o quão todos eles possam ser difíceis, eu não desisto deles e nem de você.
O que você quer? Qual o motivo que te faz acordar pela manhã? O que te importa sobre mim? O que eu sou para você? Qual o tamanho do seu amor? Com quem você pretende viver? Eu não sou esse teu par? Com quem você dançaria? Por quem você desistiria de viver? De quem você não desistiria? Preciso de respostas. Não procuro mais outras pessoas que possam se encaixar em mim, não quero outro alguém. E não quero desistir , por que eu sei que, na realidade, eu preciso você.
Eu não sei aceitar, não sei facilitar, e nunca vai estar “tudo bem” se você não estiver junto a mim. Não me lembro de dias felizes, de momentos bons, em que eu não estivesse contigo. Tudo era muito ruim, antes. E eu não posso deixar algo que me faça bem ir embora, sem antes lutar, sem antes tentar, sem antes sofrer um pouco por isso.
Nenhum fim seria bom, independente da maneira que pudesse acontecer. E eu não quero viver sem você.
Não é medo de perder para alguém, é medo de perder pro mundo, é medo de desistir de algo que mais em frente, seria a coisa mais importante que nós teriamos. É medo de desistir de algo verdadeiro agora, deixar passar, e depois não ter como voltar. É medo de amar, mesmo amando com tudo que eu posso, com cada gota de sangue em mim, em cada batida do meu coração, amor. Daquele amor que eu não posso e não vou deixar partir.
Tudo vai ficar bem, eu sei. Eu te amo até que meu coração pare de bater... talvez até depois.
"Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no prato. "