sábado, 26 de novembro de 2011

Para mim


Anda, vai lá. Vai de encontro ao que te pertence, menina. Você consegue, já conseguiu.
Então toma de posse o que te é dado, te alegra. E te assume, te ilumina, te transborda, te dá paz.
Vai lá, que muito te espera. Que o mundo é lindo, lindíssimo, superlativo e bom.
Vai que eu arrumo a tua cama, tua casa, tuas coisas e não conto por onde você anda. Seja livremente responsável e tente ser livremente livre.
Menina te cuida. Cresce e engole o que não for bom sem mastigar. Degusta do dia, do sol, da sabedoria e se possível do amor.
Sinta-se extasiada, arrebatada, fascinada e todos os outros sinônimos de maravilhada.
Seja feliz.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Passageiro talvez



Eu sei, eu sei, você me avisou. Não falemos sobre os avisos, combinado? No principio eu segui exatamente, nas riscas, o que combinamos; seria algo eventual. Eu disse-imagine só- que gostava de casos, coisas casuais, mas menti. Não pude deixar de perceber o teu sorriso, a tua boca, os teus detalhes, o teu cheiro – que eu gosto tanto- , a tua risada calma e o teu jeito de olhar fixo para mim. Eu gostei de todo detalhe, gostei de tudo que vi em ti, gostei até do teu vício, das tuas músicas, da tua voz, dos teus olhos. Eu tentei não sentir falta de te ouvir falar sem parar, tentei esquecer as tuas raras –porém belas- demonstrações de afeição. Tentei esquecer da tua mão sobre a minha, e custei a parar de senti-la. Tentei gostar o quanto menos pude de você. E de qualquer forma, o pouco de tudo que houve, me fez feliz, me fez conhecer coisas que talvez não conhecesse, eu vivi.
Estou aqui me lembrando de te ver chegar, por que de certa forma, você sempre me faz espera e sempre foi válida toda demora, estou aqui sentido uma saudade inteira, sem aquele “quase” saudade, dessa vez é uma saudade de fato, uma que talvez sufoque.
No fim de tudo, eu nem sei qual é o fim, se teve um fim, se terá, no que é que vai dar. Dúvida nunca me atraiu, mas até aceito as incertezas se no final da tarde, eu te beijar antes da condução chegar.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A história do amor




Que confusão ele fez. O amor meteu os pés pelas mãos. Ele correu e procurou outro amor, outro coração, encontrou a saudade e a solidão de ruas incertas. O amor cresceu. E desde a noite em que saiu fugido pela janela dos fundos, aprendeu muito sobre os outros, descobriu o que amor nenhum deveria descobrir, ficou nu de ilusões. E o que é o amor sem ilusão?
Descobriu que a verdade é tão cruel quanto à mentira, e não soube que caminho seguir. Ele vagou perdido por lugar nenhum, rejeitando todo e qualquer outro amor que não aparecia, matando a sede da saudade na presença que não tinha, descansou no coração alheio que não veio. O amor viveu na miséria da solidão, as mínguas da alegria que não conheceu.
Sempre desejei para o amor o melhor futuro. Que ele vivesse, que fosse alegre, que nunca partisse, que nunca fosse partido. Para o amor eu quis tudo o que quis para mim, mas tomamos caminhos diferentes, eu e ele. Ele se perdeu, eu segui em frente. Ou foi ele quem seguiu em frente e eu quem se perdeu sem ele?
Nós dois morremos. Ele, com a dor de não existir em outro coração. Eu, por não tê-lo mais.

sábado, 23 de julho de 2011

Novidade



Minha alma é inquieta, implora por liberdade, vaidade, novidade. Implora pelo desconhecido do mundo, de cada dia, de cada pessoa. Tenho vontade do desconhecido, e de todos os prazeres que já ouvi falar. Sou curiosa, e tudo que experimento parece me seduzir ainda mais para o resto... o resto de tudo que existe para se experimentar.
Eu gosto do doce do amor, do amargo de certas decepções, da dor de histórias passadas. Todos os sentimentos, por mais vividos que sejam, são fantásticos para mim, e a há uma variedade imensa deles que eu ainda pretendo sentir.
Conhecer tudo. Sair louca pela porta da frente do mundo, e viver, viver, viver e viver. Tomo uma dose de ansiedade todos os dias, a espera do clímax da vida. E que venha. E que me arrase, me deixe despida de tudo que conheço, mas que me surpreenda.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Closer to the edge



Sinto como se nada tivesse sido de verdade e que tudo foi um longo tempo perdido. Olhando as fotos agora, me perco no tempo que passou, que ficou para trás, mas que se faz ausente em todos os dias que vivo. Nas fotos fica evidente, mês após mês, que as faces já não estavam ali tão contentes como no início, no começo. No fim, começo a pensar no começo, no caminho que percorri com ele, no que gostaria de ter feito junto a ele , no que fiz, nas conversas, nos segredos, na intimidade. Você pensa em como era bom o carinho, o afeto, o calor das mãos unidas, o beijo. Como era bonito o rosto dele, como trazia paz. Percebi como era claro o que eu insistia em não ver, em não acreditar, nas verdades estampadas na cara. Começo a perceber quem gostava mais, quem fazia mais e notar coisas que nunca notei.
É ruim descobrir que tudo o que eu pensava conhecer sobre o outro, se põe em dúvida. Descobri que esperanças são boas, mas não hoje. Que a palavra de alguém não se sustenta por muito tempo, simplesmente assim. Que o passado tem mania de querer se intrometer no presente e que você deve deixá-lo para trás sem resistir. O passado é puramente o que passou e o que não deve tentar ser revivido. Que estar longe de quem se ama, é muito mais difícil do que se imagina, mas que estar longe já significa estar no passado.
Imagine um dia, um encontro de novo, num lugar qualquer. Mesmo que a regra seja não tentar reviver o passado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Partes




Então resolvi parar de fugir de tudo o que faz parte de mim.
Fechar os olhos e se sentir livre, por saber que tudo o que tem dentro de você, é raro e não faz sentindo esconder, fugir, correr, lutar contra. Tudo o que deve ser esquecido, será esquecido e eu não me preocupo mais com isso. Agora eu vivo, vivo intensamente cada minuto que me suporta num fio de vida.
Você vê? Como tudo anda muito claro, fácil, prático. Tudo anda concreto, tudo é o que é, tudo que dizem é o que ouvi. Tudo anda mais fácil, é verdade. Mas sinto falta do velho amor, do antigo beijo, dos tri jeitos, das manias, do abraço e aconchego. Tudo faz falta, até o cheiro, mas ficar sem também ajuda de alguma forma. Clareia as idéias, abre espaço para novos pensamentos, me dá tempo. E tempo sozinho, por incrível que pareça é bom. Fechar os olhos e se sentir livre, como no início da vida, do texto, do tempo.
A conclusão que chego é que, em meio a amores devastadores, espetaculares, loucos, mais que suficientes, vida agitada, bebedeira, fumaça e o caralho a quatro, o que sobra para o outro dia é a lembrança –quando se é possível lembrar no dia seguinte- e imagine só, ninguém nunca vai poder ver o que você viu, nunca será o que você foi naquela noite, tarde ou manhã. Ninguém nunca vai viver exatamente o que você viveu, e isso me dá uma vontade louca de aproveitar todos os milésimos, mais que os segundos que já aproveito. É incrível.

sábado, 14 de maio de 2011

see you



Entre uma brecha e outra, aqui e ali, numa esquina e você é tudo que eu procuro. Colocar alguém no seu lugar certamente não seria certo, fácil, prático e me falta vontade, coragem, querer. Preferia dar a volta ao mundo andando, sem parar, preferia descer e subir cem mil vezes o Monte Everest, a ter que te ver tão longe do meu amor. Mas amor não é dor, nem tanto sacrifício, amor é demonstração – e te demonstro agora, amanhã, e sempre- , é preocupação, é querer bem, e te querer comigo. É ai que eu paro e me perguntou: Quanto vale, o que merece, meu sentimento por você? Qual é o meu limite? E a minha única resposta é... Não faço idéia.
Me importa, na verdade, não te ver voltar. Me intriga e tortura a incerteza da esperança. Mas não faço cena, se você não vem e não me toma nos braços, não me guarda para si, não me precisa...Então eu me viro e sem você eu não fico, nem que fique só no pensamento. Me deixo levar por outros corpos, fecho os olhos e imagino que é você, que aquele instante é meu e seu.
Não quero abrir os olhos e não te ver.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aproveita


Aproveita agora, por favor, de mim. Aproveita dessa minha imaturidade, dessa sensibilidade, dessa forma de criança que eu tenho de amar. Aproveita que tudo que eu sinto ainda é puro e daqui a um tempo, não vou mais conseguir amar assim. E aí? O AMOR maior que eu pude sentir vai ser desperdiçado? Não me leve a mal, não é sempre que sou egoísta.
É tudo muito maior que o que você pode ver – e você quase não vê- , maior que qualquer ceninha presenciada por aí. Mas olha, aproveita, mesmo que você não tenha costume de ter alguém ao seu lado que te ame tanto assim. Se acostuma aproveita. Seria um desperdício deixar de viver uma coisa tão boa.
E me responda, qual é a vontade que nunca passa? Qual é a vontade que fica na mente e não te deixa em paz? Do que foi difícil desistir?

“Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho”

Não teste nem duvide, apenas viva, aproveite e prove disso. Ame e não esconda nunca.
Até que eu não exista mais, ainda sim, você estará dentro aqui.

terça-feira, 10 de maio de 2011

De volta



Seria mais fácil se eu lembrasse dos motivos que nos fizeram desistir. Mas as coisas boas são tão mais fortes, ficam tão fixadas na memória, como teu rosto, teu cheiro e esses dias que passamos juntos. Lembrar você é tão repentino quanto a sede, tão natural como respirar e tão fácil quanto decorar uma música.

Estar escutando algo e só pensar no teu sorriso, e na falta que ele me faz, é comum agora. Estar em qualquer lugar e imaginar que a uns tempos atrás, você estaria comigo. Deitar e pedir todos os dias, que o próximo dia tenha um pouco mais de você para mim. E sentir um arrepio, um vazio dentro aqui, ao pensar num abraço seu.

Eu detesto saudade, por que me faz perceber que foi embora, que de alguma forma acabou, que o amor agora é “proibido” e não se deve alimentá-lo, quando só o que eu quero é vivê-lo. Não quero esquecer, não quero que passe. Mas se quiser saber, eu até conseguiria... Se não fosse os teus olhos e toda essa vontade que tenho de estar nos seus pensamentos, se não fosse a saudade do corpo, da voz, de cada pedaço seu.

Quero a paz que você me trazia, de novo. Quero amor, o seu amor.

terça-feira, 8 de março de 2011

Negócio de amor


Se você não tivesse olhado para trás ao atravessar a rua. Se esses seus olhos, que hora me querem e hora não, não tivessem me olhado recheados de lagrimas. Se não tivesse o último abraço, abraço quente como de quem não quer soltar. Se não fosse tão óbvio que logo no ato já estávamos arrependidos, hoje não haveria nada, nem lembranças, essas que o tempo hora leva depressa demais, hora nos faz remoer o que de bom passou, e passaria tão rápido que não sobraria tempo de segurar, passaria no vão entre os dedos. Mas você olhou para trás, você ligou, houve o que seria o último abraço e era óbvio que o arrependimento batia antes mesmo da decisão ser tomada.
Depois que você para e pensa como tudo era tão fácil de entender, percebe que o sofrimento é opcional, de fato. Percebe que o que você quer depende muitíssimo de você, mas também depende de quem pode te dar. E nada é dado não, tudo é vendido, trocado; um pouquinho de carinho em troca disso, um tatinho de amor ali, uma flor aqui e um elogia lá... Tudo é comercializado de alguma forma, mas não deixa de ser sincero, só é lucrativo. O amor é um negócio, um negócio dos bons para quem sabe levar.

domingo, 6 de março de 2011

Preferências

Eu prefiro presunto a queijo, azul a rosa, chocolate branco a preto, dançar a cantar, tocar a dançar, ouvir a tocar. Prefiro abraço a aceno, beijo a abraço, amor a paixão, amor e amor e amor e amor... Alho a tomate, comédia a terror, foto a vídeo, pessoal a impessoal, seriado a novela, qualquer coisa a Faustão, e amor e amor e amor, inteligência a físico, olhos verdes a azuis, os seus os seus e só os seus olhos. Você a calma, você a carnaval, você e você e você, só você. Doce a salgado, beijinho a brigadeiro, inverno a verão, mas calor e calor e calor que venha do teu corpo, só do teu. Cafuné a mordida, trem a ônibus, moto a carro, coca-cola a guaraná, companhia a solidão, e que a minha companhia seja você hoje, você amanhã, você depois e depois e depois, que seja só você. Engordar a emagrecer, carta a rosa, rosa a chocolates, chocolates a pelúcia, pelúcia a cartões, e qualquer demonstração que parta de você, verdadeira, simples, distinta, que seja sua, sua e sua, somente. Esperar a atrasar, fazer a me arrepender, viver a ter medo, e viver e viver e viver com e de você.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Juros

Tem coisa que é tão triste, que nem a tristeza é capaz de controlar. Tem coisa que dói, vai e vem, faz a gente chorar, mexer, remoer, do tipo que morde e não assopra, do contrário, morde e ainda apertar. Como se quisesse que doesse, como se quisesse machucar. Eu não entendo, que tipo de gostar trás dor, que tipo de amor machuca, que tipo de “querer bem” te faz agir de maneira que magoe o outro. Como se gosta de alguém sem se importar com ela?
Vivo me dizendo “sou nova, sou nova, acalma”. Mas não acalma. Eu sou assim mesmo, extremamente tudo e ao mesmo tempo nada, menos que o nada, egoísta de um coração imenso, que dá e pede de volta, mas dá muito mais do que recebe. E ai é que me vem na mente, como se gosta de alguém sem se importar com ela? Eu me importo, me viro do avesso, reviro, queimo e jogo água para ver se faz fumaça, se chamo a atenção. E você não vê, e ignora, disfarça, faz que não viu, que não precisa retribuir. EU QUERO TUDO, E QUERO COM JUROS. Todo o amor, todo o carinho, atenção, todas as coisas boas, eu quero com juros de 100%, eu quero em dobro. Ou nada feito.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Closer

Seria muito melhor se você a escutasse. Se tentasse compreende – lá.Se gostasse de ouvi-la. Tudo seria mais fácil se, com um bocado de palavras sinceras, transformasse o dia dela em algo além de um simples dia qualquer.
Ela passou a pensar porque é que agora está tudo tão igual, se antes, a cada dia ela descobria um sentimento novo, um motivo novo em você para seguir. Ela se vê perguntando o que há de errado, ou que aconteceu com você. Seria extremamente mais simples se você deixasse de lado algo, de vez em quando, para estar com ela, olhar para ela, falar a ela o quanto é importante que ela esteja ali. Ela gostaria de acreditar que, um dia isso tudo pudesse acontecer.
Ela deveria procurar uma solução, algo que magoasse menos, que a deixasse mais feliz, mas ela inevitavelmente não consegue desacreditar no amor. E se talvez ela não seja a certa, talvez não te faça feliz e talvez você não seja o que ela tanto pensa ser. Ela gostaria de ter a mesma certeza que tinha a uns tempos atrás, de quê tudo daria certo, de que seu tempo seria absolutamente e exaustivamente dela. Ela prefere escrever sobre amor e não sobre tristezas.
Ela ainda escolheria teu sorriso entre todos os outros, se você a escolhesse também.