
E todo esse amor mudado, isso que virou desgosto, raiva, decepção, está preso como uma bolha de sangue na garganta, que impede a voz de se mostrar, de expressar o quanto dói tudo isso. E essas lagrimas borbulhantes, suicidas querendo pular para fora dos olhos, dói, dói muito. Mas nada que nós não superemos de alguma forma. Eu não tenho forças para me esforçar, não tenho planos, motivação, esperanças, não tenho nada. Como se tivessem tirado de mim, a alma, me deixasse num corpo seco, vazio, sofrido, sem cor. E a Morte me amando cada dia mais, e não penso em resistir. Que me engula, me arranque o resto que não existe. Eu não lutarei contra você, leve-me.
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