quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nada de bom


Existem dias em que desejamos o absoluto NADA. Nada de luz, nada de amor, nada de sorrisos, nada de lagrimas. Absolutamente nada. Nada de palavras, nada de sentimentos, nada de corações ou alegrias, nada de amigos, nada de inimigos, nada de carência ou egocentrismos. Eu desejo absolutamente NADA do mundo, já que querer algo de bom, é pedir muito.
Quero nada de lembranças, nada de passado, presente ou futuro, não quero tempo algum. Não quero nada que volte, nem que desinvolva. Nada de fartura, nada de nada. Miséria de sentimento, de imaginação, miséria a respeito do coração. Nada de emoção, nada de monotônia, nada de adrenalina na veia. Quero tudo parado, tudo num completo nada de movimentação. Quero nada de rotação, nada de meditação, nada de tudo que tenha alguma ação. Nada de lentidão, nada de paralisação. Quero absolutamente nada de contradição. Quero nada de nada mesmo, por que querer alguma coisa, não leva a nada. Ou não. Mas foi como eu disse, não quero nada de contradição.

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