
Desses olhos não caem mais qualquer lagrima que seja. Nenhuma. Não me permito mais. Tudo friamente calculado, todas as ações estudadas, e nada vai me machucar, me ferir. Nada mais será real ao ponto de me despertar qualquer tipo de emoção. E assim será, como um sistema pronto para seguir em piloto automático, eu seguirei. Como uma engrenagem que trabalha sem se importar com qualquer outra parte do motor, eu continuarei. Fazendo o que se deve fazer, tragando cada coisa por sua vez, sabendo de qualquer conseqüência. Sem lágrima. Sem paixão. Com o coração trancado em uma caixa que darei a você, eu viverei. Mas sempre trancada, qualquer emoção.
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