
Eu o fitava como se fosse um adversário. Sim, eu estava lutando contra algo que partia a inicio dele, lutava contra meu desejo e vontade por devorá-lo. Meus olhos queimavam sua roupa, sua boca, seu cabelo. Meus olhos me traziam o gosto que, na verdade, quem gostaria de sentir era a boca.
Minha boca proferia palavras sem significado, era somente para distraí-lo, e para que ele então, não reparasse meus olhos que o observavam a espreita, medrosos, com medo de que seus olhares fossem descobertos. O medo partia dos pensamentos, que logo depois, ficavam indiscretos, descarados, excitados, inimaginados em outras ocasiões.
Eu parei. O abracei, o abraço mais longo, confesso, de toda minha vida. Conseguia sentir seu cheiro sem nenhuma dificuldade. E não conseguíamos encurtar a despedida, que acabará, sem querer, no encontro caloroso das duas bocas, pedintes, sedentas, opostas.
Foi como beber água depois de uma seca terrível. Como no frio que tornava gélida até a veia mais escondida do coração, e uma fogueira derretesse tudo. Foi, sem dúvida, a realização de um propósito. Não foi à toa convidá-lo até aqui, também não era feita minha intenção, de só “segundas intenções”.
Eu consegui! - foi meu primeiro pensamento depois que ele partirá. Mas consegui o momentâneo, e esse não é, de verdade, o que eu quero conseguir. Eu quero POSSUIR, eu preciso não por capricho, mas por falta de outra opção mais viável. Sim, eu gostaria de não o desejar, nem lembrar todos os dias por tudo que só eu e ele sabemos. Mas eu não posso mudar. Dizem que é destino, eu acredito que seja só a vontade do meu inconsciente.
Minha boca proferia palavras sem significado, era somente para distraí-lo, e para que ele então, não reparasse meus olhos que o observavam a espreita, medrosos, com medo de que seus olhares fossem descobertos. O medo partia dos pensamentos, que logo depois, ficavam indiscretos, descarados, excitados, inimaginados em outras ocasiões.
Eu parei. O abracei, o abraço mais longo, confesso, de toda minha vida. Conseguia sentir seu cheiro sem nenhuma dificuldade. E não conseguíamos encurtar a despedida, que acabará, sem querer, no encontro caloroso das duas bocas, pedintes, sedentas, opostas.
Foi como beber água depois de uma seca terrível. Como no frio que tornava gélida até a veia mais escondida do coração, e uma fogueira derretesse tudo. Foi, sem dúvida, a realização de um propósito. Não foi à toa convidá-lo até aqui, também não era feita minha intenção, de só “segundas intenções”.
Eu consegui! - foi meu primeiro pensamento depois que ele partirá. Mas consegui o momentâneo, e esse não é, de verdade, o que eu quero conseguir. Eu quero POSSUIR, eu preciso não por capricho, mas por falta de outra opção mais viável. Sim, eu gostaria de não o desejar, nem lembrar todos os dias por tudo que só eu e ele sabemos. Mas eu não posso mudar. Dizem que é destino, eu acredito que seja só a vontade do meu inconsciente.
(Fiquei com saudade do passado, e resolvi postar esse, que foi escrito há muito, muito tempo)
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